11 de abril de 2011

Oração de um Astronauta

Do alto posso ver a imensa bola azul
Tão harmoniosa, grandiosa e livre no universo.

Tudo parece belo e maravilhoso
Mas sei que a harmonia não existe
Entre os habitantes deste planeta.

Será que estou sendo o primeiro astronauta a chorar,
E ver lágrimas flutuarem no interior desta nave,
Que me parece uma prisão?

Queria poder conversar com Deus
Já que estou acima das nuvens
No universo infinito da qual fazemos parte.

Pediria por aqueles que vivem entre quatro paredes
Achando que o universo é quadrado
Como as paredes do seu quarto.

Por aqueles que silenciam seus sentimentos
Sufocam a esperança dos sonhos
E morrem velhos de almas velhas.

Pelos líderes que afugentam a esperança dos seus povos
Usando a honra e a ganância do dinheiro
Para esconder a fome e a miséria dos pequeninos.

E principalmente por aqueles que não amam e detestam o amor
Que choram diante de um filme
Mas não choram diante da concreta vida de rotinas que nasceram.

Perdoai-nos Senhor, se nos achamos inteligentes
Mas descrentes e cegos a tudo que nos foi dado por ti
E principalmente por nos acharmos limitados
A ponto de sermos uma geração de ateus.

Flávio Cuervo

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