25 de maio de 2011

A Torre de Londres

O frio de Londres

Me faz sentir

O calafrio da morte.



Os sepulcros da ganância

Nos fizeram criminosos.



Em seus olhos vejo a imperfeição

Misturada com o desejo

De ser livre.



Meu Deus!!!

Por que não fomos inteligentes?

Fomos traídos por nós mesmos

Na estupidez de um amor incomum.



Éramos frios.

Mas donos de nossas vidas.



Éramos assassinos.

Na audácia de sermos diferentes.



Hoje, sou a normalidade

Meu ego é um quarto qualquer.

Você é uma luz no horizonte

Uma alma a caminho do inferno.



O tom de sua boca

Não combina com seu sangue,

A Torre de Londres

Tem o tom de sua pele.



Sempre te amei,

Mas a morte lhe cai bem.

Pois crime com amor

Não combinam.



Descanse em paz

Oh, minha amada

A vida me fez assim

Assassino de mim mesmo.



Flávio Cuervo

Poema que deu origem ao Conto A Torre de Londres do mesmo autor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.